HISTÓRICO

Conheça a história do empresário tubaronense homenageado com o nome do Aeroporto Regional Sul em Jaguaruna Humberto Ghizo Bortoluzzi

Depois de contribuir ativamente como vice-presidente e membro do conselho, Humberto Bortoluzzi assumiu a presidência da Acit (Associação Empresarial de Tubarão) em 15 de junho de 1983. Ficou por duas gestões, de 1983 a 1985, levando sua experiência de empresário bem-sucedido. Naquele ano de 1983, o Grupo Vesul, do qual era diretor, adquiriu a Pisos Tubarão e a transformou na Itagres Revestimentos Cerâmicos, com um dos mais modernos parques fabris do setor no país. Dividia-se entre a presidência da nova indústria e a Vesul, concessionária da Mercedes Benz na região, onde começou a trabalhar em 1972. Sua capacidade e desenvoltura empresarial para os negócios levaram a Vesul a se destacar como campeã de vendas em Santa Catarina, ganhando o título de maior concessionária de Santa Catarina.

Antes foi funcionário do Banco do Brasil, onde trabalhou de 1962 até 1974, quando se desligou para dirigir o Grupo Vesul.

Suas atividades ultrapassaram as fronteiras de Tubarão. Foi conselheiro, diretor, tesoureiro e secretário da Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica (Anfacer) e atuou como conselheiro na Infraestrutura de Gás para a Região Sul (Infragás). Membro também do conselho consultivo do Hospital Nossa Senhora da Conceição, recebeu diversas homenagens. Entre elas, o Prêmio Integração Conesul, o Diploma de Honra ao Mérito Tordesilhas, Amigo do 5º Batalhão da PM e de Empreendedor do Ano da Acit.

A despeito dos acontecimentos daquele período, Bortoluzzi, que era paranaense de Ponta Grossa, levou sua desenvoltura administrativa para a Acit. Abraçou causas importantes, não apenas na defesa do associativismo, mas para o desenvolvimento de Tubarão, cidade que ele amava. Queria uma associação vigorosa para enfrentar os problemas da cidade, relata o filho Murilo. Na luta por uma Tubarão moderna, se associou a parceiros que queriam o mesmo, como João Elizeu Nunes, que foi seu tesoureiro; Dite Freitas; Juarez Bittencourt, secretário em sua gestão; Beto Tournier, Luis Fernando Corbetta, Argemiro Nunes, Mário Botega, entre outros. A troca da sede de uma sala alugada para uma própria estava entre seus objetivos e do grupo que assumiu a Associação.

Casado com Regina Ghisoni e pai de três filhos, Murilo, Maurício e Daniel, seu maior esforço, no entanto, foi direcionado à construção de um aeroporto que atendesse não apenas à cidade, mas a toda região. Deixou a presidência em 1985, para a volta de José Roberto Tournier ao comando da entidade. Na última reunião presidida por Bortoluzzi, que atuava na Acit desde 1976, foi elogiado pelo excelente trabalho desenvolvido. Embora não estivesse mais na presidência, como conselheiro e cidadão continuou a defender a construção do aeroporto, dentro e fora da Associação, pelo resto dos seus dias. Não chegou a conhecer as instalações e a infraestrutura do Aeroporto Regional, que agora leva seu nome em homenagem a uma de suas maiores lutas para o crescimento da cidade e da região. Faleceu em 21 de novembro de 1999, de aneurisma cerebral, aos 56 anos de idade, deixando o legado do associativismo para os companheiros, empresários e familiares. O filho Murilo, hoje vice-presidente da Acit, tomou para si a vontade do pai de ver um aeroporto que completasse a infraestrutura da região. É hoje quem coordena a causa na entidade.

Fonte: Associativismo, lutas e conquistas – De 1952 a 2012 – Os 60 anos de história da Acit

Histórico do Aeroporto

Em 1999 houve uma mobilização das lideranças da região Sul do Estado de Santa Catarina que decidiram pela contratação dos estudos de viabilidade, que apontariam à solução tecnicamente viável: o sítio para Aeroporto Regional Sul.

Naquele ano foi aprovado o estudo elaborado pela empresa Zênite, que apontou os sítios localizados em Jaguaruna como mais adequados para construção do Aeroporto Regional Sul. Este resultado é apresentado pelas lideranças do Sul, ao governador do Estado.

Em 2000, a nova proposta do Aeroporto Regional Sul é entregue em mãos, no Rio de Janeiro, ao Diretor Geral do DAC. Naquele mesmo ano, o Departamento de Aviação Civil – DAC aceita avaliar a proposta de inclusão da área em Jaguaruna/Sangão para o Aeroporto Regional. O DAC envia técnicos para vistoria do local. Em 2001, a Divisão de Planejamento Aeroportuário e Pesquisa do Transporte do Transporte Aéreo - DPT, do Instituto de Aviação Civil, emitiu relatório sobre a avaliação aprovando as duas áreas indicadas, localizadas em Jaguaruna. Representantes do V COMAR, do DAC e do Estado de Santa Catarina reúnem-se para discutir e priorizar os investimentos do Programa Federal de Auxilio a Aeroportos – PROFAA para o Aeroporto Regional Sul.

Ainda em 2001, o Fórum de Desenvolvimento Regional Sul (Foram) juntamente com a ACIT, decidiu pela contratação da Empresa IGUATEMI – Ltda, para elaboração do projeto Básico de Engenharia do Aeroporto Regional Sul.

Em reunião realizada na sede da AMREC, na cidade de Criciúma, também em 2001, com a participação de prefeitos e deputados que integram a AMUREL, AMREC e AMESC, além de demais autoridades, lideranças empresariais e políticas, técnicos e imprensa de toda a Região Sul, a STO/SC lança o edital de construção do Aeroporto Regional Sul.

Em junho de 2002, a área do Aeroporto Regional é declarada de utilidade pública e são entregues os primeiros recursos por parte dos municípios para pagamento da desapropriação.

Em 12 de julho de 2002 a Construtora ARG inicia a construção do Aeroporto Regional.

Em 11 de fevereiro de 2003, o Governador Luiz Henrique da Silveira, entrega os recursos na ordem de R$ 739 mil, para continuidade da obra.

Em dezembro de 2004 a FACISC – Federação das ACIS do Estado de Santa Catarina, concluiu a discussão e a priorização das ações mais importantes para o desenvolvimento Regional Sul de Santa Catarina envolvendo as três microregiões –Araranguá – Criciúma – Tubarão, na qual a prioridade N° 1 é a conclusão das obras do Aeroporto Regional Sul.

Já em 2010, no dia 27 de dezembro o Governador Leonel Pavan inaugurou o terminal de passageiros. Três anos depois o Governador Raimundo Colombo abriu o processo de licitação para contratação de empresa para administrar o Aeroporto Regional Sul. Em outubro de 2013 a empresa RDL Aeroportos iniciou os trabalhos no aeroporto passando a organizar e preparar a estrutura juntamente com o Governo do Estado para receber operações comerciais.

Em abril de 2014 deu-se início a operação visual no Aeroporto Regional Sul. Um ano depois, em abril de 2015 o Governador Raimundo Colombo entregou a autorização para o início das operações comerciais com voos diários, de segunda a sexta-feira, com a empresa TAM.